Clássico 1/10 - Nosferatu
Em minhas metas para o ano de 2021 foi assistir 10 filmes clássicos e de preferência que seja de países diferentes saindo das fronteiras do cinema Hollywoodiano, pois bem, agora em Fevereiro eu assisti à um longa considerado um dos nomes principais em se tratando do Expressionismo Alemão cinematográfico além de se tratar sobre um dos livros de terror mais adaptados para o cinema, este é Nosferatu - Uma Sinfonia do Horror (al.:Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens).
Ficha Técnica
1922, Alemanha
Duração: 94 min.
Especificações: sem som, preto & branco.
Produção: Enrico Dieckmann e Albin Grau.
Direção: F. W. Murnau.
Roteiro: Henrik Galeen.
Fotografia: Günther Krampf e Fritz Arno Wagner.
Trilha Sonora: James Bernard (versão restaurada)
Elenco: Max Schreck, Alexander Granach, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder, Georg H. Schnell, Ruth Landshoff, John Gottowt, Gustav Botz, Max Nemetz, Wolfgang Heinz, Guido Herzfeld, Albert Venohr e Hardy von Francois.
A história é baseada no famosos livro de Bram Stoker, Drácula (1897), e quase sofreu o banimento antes de seu lançamento pois não se teve autorização da família de Stoker para o uso da trama, mas no fim tudo deu certo e hoje podemos assisti-lo, entretanto, o nome do filme foi alterado para o que conhecemos, Nosferatu, e as razões da escolha deste nome pode ser dado por conta de um gênero de fantasma romeno chamado Nosferat que possui alguns hábitos parecidos com o personagem apresentado no filme de Murnau, onde este também compôs o vampiro com aspectos e hábitos de diversos outros seres da mitologia romena das quais alguns até podemos ver durante o longa se tivermos conhecimento dos mitos, aliás, durante o filme estamos sempre cientes sobre o que é o Nosferatu por conta de um livro achado pelo personagem Thomas Hutter (Gustav von Wangenheim) o que se torna essencial para seu desfecho.
O filme é bem fiel à história de Drácula (1897) por isso à quem já leu sabe bem como é a história e tendo isto em mente vou me ater a falar sobre o que achei do filme e sobre as curiosidades envolta de sua formulação.
Eu tive dois motivos pra começar por este filme, o primeiro é por se tratar de uma obra essencial no Expressionismo Alemão e o segundo por ser impertinente à uma cadeira que estou cursando em minha graduação de História chamada História & Terror.
Não sou tão bem entendida sobre arte e nem sobre o que foi o Expressionismo no cinema portanto assistir à filmes como este eu tenho a oportunidade de me adentrar melhor sobre o assunto, o que sei é que no Expressionismo se tem muito trabalho entre luz e escuridão, daí você pensa "mas é um filme em preto e branco, luz e escuridão é o que mais tem?", correto está mas o que é referido aqui é o modo como o preto e o branco em uma cena são utilizados para criar uma atmosfera desejada, neste filme em questão se teve um trabalho de tingimento das películas para criar efeitos cromáticos, tudo isto se mesclava à metáforas sobre os acontecimentos presentes na sociedade da época, no ano do lançamento deste filme a Alemanha que serve de palco para a filmagem e trama está em uma crise imensa por conta da sua derrota na 1° Guerra Mundial e de uma forma implícita isto é absorvido no longa.
Junto ao fato anterior veio a disciplina qual citei anteriormente, História e Terror, onde estudo sobre vampiros e o vampirismo, como surgiu, se disseminou e o que ele representa em nossa sociedade, obviamente Nosferatu foi citado por ser um vampiro a là Drácula porém com uma crueza e uma fragilidade mais aparente, sendo grotesco sem o charme habituado em outros filmes e trazendo elementos do círculo mitológico romeno, portanto, assistindo o filme eu poderia tirar minhas próprias conclusões além de estar fazendo um estudo prático.
Por fim, eu adorei ver esse lado do cinema da década de 20 que traz toda uma temática da era e uma história autêntica.
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